Descomplicando a Estratégia de Saúde Mental, nas organizações - Mariana Holanda

Descomplicando a Estratégia de Saúde Mental, nas organizações

Nunca, em nenhum outro momento, a saúde mental e emocional esteve tão em voga como nos últimos 2 anos, mas acho muito importante ampliarmos nossa visão sobre esse tema para além da pandemia, isso porque há algum tempo, os profissionais de saúde, já vinham alertando sobre o aumento dos casos de afastamento relativos à saúde mental, não por acaso, em 2019, a OMS reconheceu a Síndrome do Burnout como uma doença mental ligada ao trabalho.

Eu vivi o Burnout e foi bem assustador quando me deparei com essas duas palavras: doença mental. Vocês sabiam que existe uma diferença entre doença mental e a saúde mental e emocional? Acho relevante entendermos melhor esses conceitos para dissecarmos bem o tema, segundo a Associação Psiquiátrica Americana (APA):

A doença mental envolve as condições em que há mudanças no comportamento, nas emoções e/ou no pensamento das pessoas. Elas podem ser leves e trazerem poucas limitações, mas outras precisam de tratamento especializado, medicação e, às vezes, internação. Todas as condições são tratáveis, mas precisam ser abordadas, tratadas e acompanhadas por especialistas.

Temos como exemplo de algumas dessas doenças: a ansiedade, depressão, o burnout ou esgotamento mental, como dito anteriormente, dentre outras.

Já quando falamos de saúde mental e emocional, uma boa definição que encontrei foi a do National Wellness Institute (NWI), que diz que a saúde mental envolve o senso de propósito, bons relacionamentos, conexão com as outras pessoas e o planeta, a apreciação da vida e a autoestima e não apenas a ausência de doença mental. Ela deve interagir com as outras dimensões do bem-estar (físico, social, espiritual, profissional, financeiro e ambiental), onde o “o todo é maior do que a soma das partes”. Ou seja, ela envolve um processo consciente de desenvolvimento pessoal, incluindo a descoberta pessoal do propósito de vida. É sobre prevenção, e o auto conhecimento entra como nosso principal guia.

O fato é que desde que a OMS reconheceu o esgotamento mental como uma doença ocupacional, as empresas que ainda não abordavam o tema precisaram aprender rápido, e as que já tinham um olhar mais atento para o estado mental de seus funcionários, também precisaram se atualizar. Isso porque somada a complexa jornada do auto cuidado e desenvolvimento, a pandemia nos trouxe uma variável muito desconhecida, e cheia de falta de controle – vale colocar que muitas vidas que já viviam esses sentimentos, e os tiveram de forma ainda mais ampliada.

O que quero dizer aqui é que a jornada organizacional no cuidado à saúde mental e emocional é toda para ontem, e com isso realmente acredito que precisamos ter uma estratégia inicial desse tema muito bem desenhada. É importante nos atentarmos que esse cuidado faz parte de uma via de mão dupla, construir um plano contando com redes de apoio fortes e linhas de cuidado, para atuarmos no suporte e na prevenção, é fundamental, alguns exemplos são: médicos, psiquiatras, psicólogos, clínicas, hospitais – o investimento em um bom plano de saúde é muito importante – terapias holísticas, coach, mentorias, serviços de EAP etc. Uma ferramenta adicional que também tem sido muito usada também é a formação de funcionários voluntários em práticas de acolhimento social.

Mas não podemos jamais deixar de lado a perspectiva estratégica da organização, isso significa colocar a saúde mental dos trabalhadores no centro, com práticas perenes e eficientes. Envolve: dados, auto conhecimento, aprendizado através de arquétipos coletivos, e práticas reais de segurança psicológica.

É importante demais que a alta liderança esteja 100% conectada, pois os esforços somente terão resultados mensuráveis se houver uma ação integrada de todas as áreas envolvidas na organização. O dia a dia organizacional deve evoluir através de ações que previnam assédios e descriminações, que foquem no desenvolvimento pessoal dos times e indivíduos e, de investimento financeiro, obviamente. A equação envolvendo empresas, relacionamentos e ambientes de trabalho saudáveis, é urgente e necessária. Você já se perguntou em qual estágio estão você e sua empresa?

Através do cuidado à saúde mental e emocional impactaremos o senso de propósito de muitas vidas, e é desbravando essa jornada que conseguiremos ampliar nosso olhar para o conceito que, para mim, vai além da sustentabilidade emocional, é sobre SUSTENTABILIDADE HUMANA.

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Sobre mim

Há mais de 12 anos atuo na área de Gente, Gestão e Desenvolvimento de Pessoas e Lideranças. Tenho graduação em Psicologia, MBA em Gestão Empresarial, me formei como facilitadora internacional de Segurança Psicológica de Times, e como Conselheira Empresarial.

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